quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Milhares de fiéis em procissão homenageiam Nossa Senhora do Pilar

Milhares de fiéis em procissão homenageiam Nossa Senhora do Pilar

 O andor conduzindo  a imagem de Nossa Senhora do Pilar desfilou ontem entre aplausos, sorrisos, lágrimas e gritos de dezenas de fiéis que se espremiam na Praça Floriano Peixoto – localizada em frente à igreja matriz – e nas várias ruas da cidade por onde passou o cortejo. O município, localizado há 37 quilômetros de Maceió, parou para reverenciar sua padroeira.
A festividade religiosa começou no início da manhã com a realização de uma missa solene. Á tarde, tudo girou em torno da procissão, que é considerada uma das mais tradicionais de Alagoas. Durante todo o dia chegaram à cidade caravanas vindas de vários municípios alagoanos: Maceió, Rio Largo, São Miguel dos Campos foram alguns deles. Muitos fieis foram pagar promessa.

O cortejo da procissão não é considerado grande. Mesmo assim, a duração fica em torno de quatro horas e meia. A demora fica por conta das várias paradas que são feitas em cada bairro e comunidade do Pilar. Em cada parada, os fieis capricham nas homenagens: pétalas de rosas, fogos de artifícios, gritos e aplausos. “Viva Nossa Senhora do Pilar”, gritam as pessoas.
O cortejo saiu da igreja matriz por volta das 17h. Acompanhado pelo Pároco. Pe.Eridan, Pe. Eduardo e Pe.Marcos. Ao todo, foram 14 andores de santos:.São Benedito, São Pedro, Santa Terezinha, São Jorge, Santa Rita, São Cristovão, Santa Bárbara, Menino Jesus, São José e alguns outros. No final, de forma imponente, ostentando uma coroa ao alto, vinha Nossa Senhora do Pilar.
“Ela é linda! Linda e poderosa! É só ter fé e pedir que ela atenderá imediatamente”, garantiu a aposentada Josefa da Silva.
Devoção
Segundo a tradição, o nome do município tem origem na lenda do aparecimento de uma imagem de Nossa Senhora em um pilar, nos arredores do povoado. Ainda segundo a lenda, a santa foi retirada e colocada em uma capela, surgindo, tempos depois, no local primitivo. Outros historiadores, porém, afirmam que a padroeira da cidade foi trazida pelo espanhol José Ayala, de sua terra natal.
A História.

 De acordo com uma antiqüíssima tradição, venerada e viva ao longo dos séculos, a Virgem Maria quando ainda morava neste mundo, isto é, antes de subir em corpo e alma aos céus, veio a Zaragoza para confortar e alentar ao Apóstolo São Tiago que no momento, encontrava-se às margens do rio Ebro, pregando o Evangelho.

 Este fato situa-se na noite do dia 2 de janeiro do ano 40 da era cristã. S. Tiago o Maior, Apóstolo da Espanha.
 Partindo de Jerusalém, Tiago o Maior dirigiu-se, pelas ilhas gregas e pela Sicília, à Espanha, onde desembarcou em Gades. Como ali não fosse bem recebido, mudou-se para outra cidade. Mas também não foi tratado melhor, prenderam-no e teria sido morto, se um Anjo não o tivesse livrado milagrosamente. Deixou na Espanha cerca de sete discípulos e, acompanhado de dois outros, voltou por Massília, no sul da França, a Roma.
Mas voltou depois à Espanha, dirigindo-se de Guedes, por Toledo, a Zaragoza.  “Ali, diz Catharina Emmerich, se converteu muita gente, ruas inteiras creram no Senhor, com exceção apenas dos que ainda aderiam ao paganismo. Vi Tiago correr também muitos perigos. Soltavam contra ele víboras, as quais tomava tranqüilamente nas mãos e não lhe faziam mal, mas viravam-se contra os idólatras que o cercavam, e estes, vendo o milagre, começavam a temê-lo.
 Vi também que em Granada, onde apenas começara a pregar, foi preso com todos os discípulos e cristãos. Tiago invocou no coração o socorro e a proteção da Santíssima Virgem, que nesse tempo ainda vivia em Jerusalém e Maria salvou-o, com todos os seus discípulos, por intermédio de Anjos. A Virgem Santíssima mandou-lhe por um Anjo a ordem de ir à Galícia, pregar ali a fé e depois voltar.
 Vi Tiago, após a volta, em grandes tribulações, por causa de uma iminente perseguição e provação da comunidade cristã de Zaragoza. Rezava numa noite à beira do rio, fora dos muros da cidade, junto com alguns discípulos, pedindo a Deus conselho, se devia ficar ou fugir. Lembrou-se também da Santíssima Virgem e suplicou-Lhe que o ajudasse a pedir luzes e auxílio do Filho, que certamente não lhe negaria.

 O Pilar de Luz.

 Então vi subitamente aparecer por cima do Apóstolo um esplendor no céu e Anjos que entoavam um magnífico canto e transportavam uma coluna resplandecente, que da base projetava um raio fino de luz sobre um lugar, alguns passos distante de Tiago, como para indicar esse ponto. A coluna tinha um brilho vermelho, era atravessada por muitas veias, muito alta e delgada, terminando em cima como um lírio, que se abre em línguas de luz, das quais uma raiava longe, em direção a Compostela, a oeste, as outras, porém, para as regiões próximas. (Formando assim um pilar)

Nessa flor de luz, vi a figura da Santíssima Virgem em pé, como sempre ficava em vida na terra, durante a oração, toda branca e transparente, com um brilho mais belo e suave que o da seda branca. Estava de mãos postas, uma parte do longo véu cobria-lhe a cabeça, a outra parte, porém, envolvia-a até os pés, de modo que com os pés delicados e pequenos estava sobre as cinco pétalas da flor da luz. Era um quadro indizivelmente doce e belo.
Vi que Tiago, orando de joelhos, levantou os olhos e recebeu interiormente de Maria a ordem de, sem demora, construir nesse lugar um templo, em que a intercessão de Maria se firmasse como uma coluna.

Ao mesmo tempo lhe anunciou a Virgem Santíssima que, depois de acabar a construção da Igreja, devia ir a Jerusalém, Tiago levantou-se, chamou os discípulos, que já tinham visto a luz e correram para junto dele e comunicou-lhes a aparição milagrosa e todos seguiam com os olhos o esplendor que ia desaparecendo.
 Tendo executado em Zaragoza a ordem de Maria, Tiago constituiu uma comissão de doze discípulos, entre os quais também homens doutos, que deviam continuar a obra, que começara com tantas dificuldades e tribulações.
 Em seguida partiu da Espanha para Jerusalém, como lhe ordenara a Virgem.
 Nessa viagem visitou em Éfeso Maria, que lhe predisse a morte próxima, em Jerusalém, consolando e confortando-o. Tiago despediu-se de Maria e do irmão e continuou a viagem para Jerusalém, onde foi decapitado.

O corpo do Apóstolo São Tiago.

O corpo do Apóstolo esteve algum tempo num sepulcro perto de Jerusalém. Quando, porém, se levantou uma nova perseguição, levaram-no alguns discípulos, entre os quais José de Arimatéia e Saturnino, para a Espanha. Mas a perversa rainha Lupa, que já antes perseguira S. Tiago, não quis permitir que o sepultassem ali.

“Os discípulos tinham posto o santo corpo sobre uma pedra, que sob ele formou então uma cavidade, como um sepulcro. Sucedeu também que outros cadáveres, sepultados ao lado, foram lançados fora da terra. Lupa acusou os discípulos perante o rei, que os mandou prender; mas escaparam milagrosamente e o rei que os perseguia com cavalaria, passou sobre uma ponte, que desabou, morrendo ele com todos os companheiros. Lupa assustou-se tanto com esse fato, que mandou dizer aos discípulos que prendessem e atrelassem touros bravos num carro; onde estes levassem o corpo, ali poderiam construir uma Igreja. Esperava que os touros bravos destruíssem tudo. Um dragão opôs-se na região deserta aos discípulos, mas morreu fulminado, quando fizeram o sinal da cruz; os touros bravos, porém, tornaram-se mansos, deixaram-se atrelar ao carro e levaram o santo corpo ao castelo de Lupa. Ali então foi sepultado e o castelo transformado em Igreja, pois lupa converteu-se, confessando a fé cristã, com todo o povo”.

No sepulcro do santo Apóstolo aconteceram muitos milagres. Mais tarde lhe foram transferidos os ossos para Compostela, que se tornou um dos mais afamados lugares de peregrinação. S. Tiago pregou cerca de quatro anos na Espanha.

A construção do Templo.

Segundo uma antiga tradição, desde os primórdios de sua conversão, os cristãos primitivos ergueram uma capelinha em honra da Virgem Maria, às margens do rio Ebro, na cidade de Zaragoza, Espanha.
A capelinha primitiva foi sendo reconstruída e ampliada com o correr dos séculos, até se transformar na grandiosa basílica que acolhe, como centro vivo e permanente de peregrinações a numerosos fiéis que, de todas as partes do mundo, vêm rezar à Virgem e venerar seu Pilar.

sábado, 18 de dezembro de 2010

UMA CASA NO CÉU

Um homem, após sua morte chegou ao céu e, na entrada, encontrou São Pedro que o esperava:
- Olá, São Pedro, cá estou eu.
Posso entrar?
São Pedro o olhou com carinho e lhe disse:
- Entra, meu filho, e segue-me.
extremamente feliz e envaidecido de está ali, pôs-se o homem a acompanhar São Pedro pelos caminhos do céu.

Passaram por belas mansões e casas suntuosas, ornamentadas de beleza ainda não vista na terra;
provavelmente, as moradias dos santos e dos mártires.
- É aqui que vou ficar, São Pedro?










- Ainda não, meu filho.

Em seguida chegaram a um lugar igualmente belo, porém com casas mais humildes... até chegarem a uma pequena floresta.
Entraram por ela, caminharam por algum tempo e finalmente chegaram a uma cabaninha feita apenas de alguns pedaços de madeira.











São Pedro olhou aquele homem com compaixão e lhe disse:
- Eis aí tua casa.
- Mas, São Pedro, é nisto que vou morar?
- "É, meu filho. Aqui no céu cada um mora na casa construída com o material que mandou lá de baixo..." (1Cor 3, 10-13)

Fonte: Pastoral da UNISINOS

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

I Domingo do Advento – Homilia do Papa Bento XVI

Queridos irmãos e irmãs,

Com esta celebração vespertina, o Senhor nos dá a graça e a alegria de abrir o novo Ano Litúrgico iniciando da sua primeira etapa: o Advento, o período que faz memória davinda de Deus entre nós. Cada início trás consigo uma graça particular, porque bendiz ao Senhor.

Neste Advento nos será dado, mais uma vez, fazer experiência da proximidade Daquele que criou o mundo, que conduz a história e que cuida de nós chegando até a se fazer um de nós. Este mistério grande e fascinante do Deus conosco, também de Deus que se faz um de nós, celebraremos nas próximas semanas caminhando para o santo Natal. Durante o tempo do Advento sentiremos a Igreja que nos toma pela mão e, qual imagem de Maria Santíssima, expressa sua maternidade fazendo-nos experimentar a espera alegre da vinda do Senhor, que a todos nós envolve com seu amor que salva e consola.

Enquanto os nossos corações se propendem para a celebração anual do nascimento de Cristo, a liturgia da Igreja orienta o nosso olhar para a meta definitiva: ao encontro com o Senhor que virá no esplendor da glória. Por isso nós que, em cada Eucaristia, “anunciamos sua morte, proclamando sua ressurreição na espera de sua vinda”, vigiamos em oração. A liturgia não para de nos encorajar e de nos sustentar, colocando em nossos lábios, nos dias do Advento, o grito com o qual se fecha totalmente a Sagrada Escritura, na última página do Apocalipse de São João: “Vinde, Senhor Jesus!”(22, 20).

Queridos irmãos e irmãs, o nosso reunir nesta tarde para iniciar a caminhada do Advento se enriquece de um outro motivo importante: com toda a Igreja, queremos celebrar solenemente uma vigília pela vida nascente. Desejo exprimir meu agradecimento a todos aqueles que aderiram e àqueles que se dedicam de modo específico no acolhimento e proteção da vida humana nas diversas situações de fragilidade, particularmente em seu início e em seus primeiros passos.

É próprio do início do Ano Litúrgico nos fazer viver novamente a espera de Deus que se faz carne no ventre da Virgem Maria, de Deus que se faz pequeno, se torna criança; nos fala da vinda de um Deus próximo, que quis vivenciar a vida do homem, do início ao fim, para salvá-lo totalmente, plenamente. E assim o mistério da Encarnação do Senhor e o início da vida humana são intimamente e harmonicamente coligados entre eles dentro do único desejo salvífico de Deus, Senhor da vida de todos e de cada um. A Encarnação nos revela com intensa luz e de modo surpreendente que cada vida humana tem uma dignidade altíssima, incomparável.

O homem apresenta uma originalidade inconfundível em relação a todos os outros seres viventes que povoam a terra. Apresenta-se como sujeito único e singular, dotado de inteligência e vontade livre, também composto de realidade material. Vive simultaneamente e inseparavelmente na dimensão espiritual e na dimensão corpórea. Isso também é sugerido pelo texto da Primeira Leitura da Carta aos Tessalonicenses que foi proclamada: “O Deus da paz vos conceda santidade perfeita; e que o vosso ser inteiro, o espírito, a alma e o corpo sejam guardados de modo irrepreensível para o dia da Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo,” (5, 23). Sejamos pois espírito, alma e corpo. Sejamos parte de nosso mundo, entregues à possibilidade e aos limites da condição material; ao mesmo tempo sejamos abertos sob um horizonte infinito, capaz de dialogar com Deus e tender a Ele, verdade, bondade e beleza absoluta. Saboreamos fragmentos de vida e de felicidade e anelamos à plenitude total;

Deus nos ama de modo profundo, total, sem distinção; nos chama à amizade com Ele; nos faz participantes de uma realidade acima de qualquer imaginação e de cada pensamento e palavra: a sua mesma vida divina. Com comoção e gratidão tomemos consciência do valor, da dignidade incomparável de cada pessoa humana e da grande responsabilidade que temos para com todos. “ Cristo, que é o novo Adão – afirma o Concílio Vaticano II, na mesma revelação do mistério do Pai e de seu amor, manifesta plenamente o homem ao próprio homem e lhe descobre sua altíssima vocação... Com sua encarnação o Filho de Deus se uniu de certo modo a cada homem” (Const. Gaudiu et Spes, 22).

Acreditar em Jesus Cristo comporta também ter um olhar novo sobre o homem, um olhar de confiança, de esperança. Além disso, a própria experiência e a reta razão mostram que o ser humano é um sujeito capaz de entender, de querer, autoconsciente e livre, único e insubstituível, ápice de todas as realidades terrenas, que deve ser reconhecido como um valor em si mesmo e merece ser sempre acolhido com respeito e amor. Ele tem o direito de não ser tratado como um objeto a ser possuído ou como algo que você pode manipular como quer, de não ser reduzido a um mero instrumento para o benefício de outros e de seus interesses. A pessoa é um bem em si mesmo e é necessário procurar sempre o seu desenvolvimento integral. O Amor pelo próximo, se é sincero, tende naturalmente a ter uma atenção preferencial pelos mais fracos e mais pobres. Nesta linha, se insere a solicitude da Igreja pela vida do nascituro, a mais frágil, a mais ameaçada pelo egoísmo dos adultos e pela escuridão da consciência. A Igreja continuamente reitera o que declarou o Concílio Vaticano II contra o aborto e todas as violações contra a vida dos nascituros: “A vida uma vez concebida deve ser protegida com o máximo cuidado” (ibid., n. 51).

Há tendências culturais que buscam anestesiar as consciências com subterfúgios. No que diz respeito ao embrião no útero materno, a ciência mesma coloca em vidência a autonomia capaz de interação com a mãe, a coordenação dos processos biológicos, a continuidade do desenvolvimento, a crescente complexidade do organismo. Não se trata de um acúmulo de material biológico, mas de um novo ser, dinâmico e maravilhosamente ordenado, um novo indivíduo da espécie humana. Assim foi Jesus no ventre de Maria; assim foi para cada um de nós no ventre da mãe. Com o antigo escritor cristão Tertuliano, podemos afirmar: “É já um homem aquele que o será” (Apologia, IX, 8); não há razão para não considerá-lo pessoa desde a sua concepção.

Infelizmente, mesmo após o nascimento, a vida das crianças continua a ser exposta ao abandono, à fome, à miséria, à doença, aos abusos, à violência, à exploração. As muitas violações dos seus direitos que são cometidas no mundo ferem gravemente a consciência de cada homem de boa vontade. Diante do triste panorama de injustiças cometidas contra a vida do homem, antes e após o nascimento, faço meu o apaixonado apelo do Papa João Paulo II à responsabilidade de todos e de cada um: “Respeite, proteja, ame e sirva a vida, cada vida humana! Somente nesta estrada você poderá encontrar justiça, desenvolvimento, liberdade verdadeira, paz e felicidade” (Encíclica Evangelium vitae, 5). Exorto os protagonistas da política, da economia, das comunicações sociais a fazerem tudo que está ao seu alcance para promover uma cultura que respeite sempre a vida humana, que proporcione condições favoráveis e redes de apoio ao acolhimento e ao desenvolvimento da mesma.

À Virgem Maria, que acolheu o Filho de Deus feito homem com a sua fé, com o seu ventre materno, com carinho, com o acompanhamento solidário e vibrante de amor, confiamos a oração e o compromisso em favor da vida nascente. Nós o fazemos na liturgia - que é o lugar onde vivemos a verdade e onde a verdade vive conosco - adorando a divina Eucaristia, na qual contemplamos o Corpo de Cristo, o Corpo que se encarnou em Maria por obra do Espírito Santo, e dela nasceu em Belém para a nossa salvação. Ave verum Corpus, natum de Maria Virgine!

Fonte: Rádio Vaticano

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